Como de costume brasileiro adora
exaltar tudo aquilo que não é criado ou produzido no Brasil. A maneira como os
gringos pensam, se vestem e se relacionam com a música chamam muito mais a
atenção do que as rodas de samba, bandas inovadoras ou grandes artistas solos
do território nacional.
Pode-se dizer (ou não), que a grande
culpa do esquecimento do ritmo da “Pátria amada, Idolatrada” seja a grande
facilidade que os jovens hoje tem de se relacionar com outras culturas e
horizontes sem ao mesmo sair de casa, com a internet, ou como fruto de uma
globalização intensa vivenciada hoje. Globalização a qual não existem limites
paras as diferentes culturas, porém as culturas americanas e europeias são
exaltadas.
A falta de conhecimento ou a falta de
interesse com a música brasileira pode ser outro fator pra não evidenciar a
indústria fonográfica tupiniquim. Indústria que nunca foi formada apenas de
Elis Regina, Gilberto Gil, Chico Buarque, Geraldo Vandré, Taiguara, Edu Lobo ou muitos outros frutos da MPB ou Bossa Nova. Pagode, Samba, Sertanejo,
Forró não são os únicos a descrever a música brasileira. Brasil já viveu uma
grande era do rock nacional com muitos
artistas e bandas que ainda são engrandecidos pela grande massa ainda em dias
modernos como os Paralamas do Sucesso, Barrão Vermelho, Legião Urbana, Biquíni
Cavadão, Sepultura, e muitos outros das décadas de 80, 90 e os atuais dos anos
2000 que representam com grande sucesso a música nacional.
Em meados de 2011 e 2012 muitos artistas
nacionais vem se destacando com álbuns inovadores e cheios da cultura e
tropicalismo brasileiro. A maneira empreendedora de fabricar música hoje chama
a atenção dos ouvidos mais atentos. Muitos artistas ainda com produções
independentes ou com auxilio de grandes gravadoras não podem ser esquecidos.
Foi a época que as músicas com o mesmo estilo faziam parte do cenário
fonográfico, hoje há bandas e estilos diferenciados para cada gosto e vem
agradando desde dos mais conservadores até os mais modernos.
A Rolling Stone
Brasil, cita artistas como Felipe Cordeiro, Gaby
Amarantos e Roberta Sá como grandes promessas em álbuns para 2012. Ou ainda
quem nunca ouviu falar pela internet a fora de artistas que prometem marcarem
presença nas paradas nacionais como Cícero, Tiago Iorc, Silva, Marcelo Jeneci, Thaís Gulin, Banda Uó e muitos outros que Musioteca [http://www.amusicoteca.com.br/] nos
apresentam diariamente.
Portanto, material nacional e
diversificado não faltam nesse Brasil, cabe os brasileiros aprenderem a ouvir a
música nacional, que não fica atrás de nenhuma produção internacional. Basta
separar algum espaço na lista de reprodução para artistas nacionais, que são
muitos e ótimos. Dê valor o que o Brasil tem de rico.
Poesia cantada
Jussan Silva e Silva
Ela assobiava.
O som percorria todo o casarão.
Acordava bem cedinho com a música dela.
Era tão bom e sereno, como um carinho sem fim.
Mas...
Eu cresci e ela envelheceu.
O som acabou e ela se foi.
Estranho é que de vez em quando
Ouço um assobio longe, bem longe.
Vó, é você?
Assobia de novo, vó.










